Rebranding / 25 de abril de 2023
Facebook apresenta sua nova marca corporativa

O Facebook – a empresa, não a rede social – apresentou hoje (4) sua nova identidade visual. O objetivo da gigante cofundada por Mark Zuckerberg é tornar mais claro o posicionamento corporativo da empresa, que dispõe de uma série de aplicativos, incluindo Instagram, WhatsApp, Messenger, Oculus, Workplace, Portal e Calibra.

Em um post, o CMO (Chief Marketing Officer) da empresa, Antonio Lucio, anunciou a mudança: “Estamos atualizando a marca da nossa empresa para ter mais clareza sobre os produtos que vêm do Facebook. Temos um novo logotipo corporativo, de modo a diferenciar o Facebook companhia do Facebook aplicativo, que manterá sua marca. As pessoas devem saber quais empresas fabricam os produtos que usam.”

Segundo o executivo, que tem vasta experiência na construção de grandes marcas globais, como Pepsi, Visa e HP, esse reposicionamento reflete uma integração que já vinha sendo implementada nos bastidores. Os muitos aplicativos e tecnologias do Facebook “compartilham infraestrutura há anos e as equipes por trás deles frequentemente trabalham juntas”, disse Lucio. Desde junho, a empresa começou a adicionar “do Facebook” em todos os demais aplicativos.

A nova marca – desenvolvida pela agência britânica Saffron -, passou por uma bateria de testes com os consumidores e será usada em todos os produtos e materiais de marketing, incluindo um novo site. O logo muda de cor de acordo com o aplicativo no qual aparece. “Era muito importante para nós entregar a mensagem de que somos uma corporação mas, ao mesmo tempo, uma família de aplicativos. E cada um deles tem um papel importante na vida das pessoas. A melhor maneira de transmitir isso é não atribuindo uma cor oficial ao logotipo do Facebook como empresa. Ele assumirá a coloração particular de cada uma das marcas.”

Essa mudança, diz ao especialista em marketing, reflete a necessidade que a empresa tem de ter sua própria voz e narrativa. “Os problemas com os quais estamos lidando e sobre os quais falamos como companhia são diferentes dos problemas do aplicativo Facebook”, disse Lucio. “A maioria das conversas em curso ultrapassam o universo dos aplicativos. Quer estejamos falando sobre interferência nas eleições, privacidade, gerenciamento de dados ou sobre os planos de Mark Zuckerberg para a internet, isso precisa, daqui para frente, vir da empresa, e não da rede social.”

Fonte: Forbes Brasil

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